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Ensino Fundamental – anos iniciais

Os anos iniciais do Ensino Fundamental ainda trazem grandes desafios para gestores e educadores, especialmente em um aspecto essencial à aprendizagem: a alfabetização. Resultados da Avaliação Nacional de Aprendizagem (ANA) divulgados em 2015 apontam que apenas 43% dos estudantes no 3º ano possuem aprendizado adequado em Matemática, 66% em escrita e 78% em leitura.

Isso significa, por exemplo, que 22% dos estudantes não conseguem localizar informações explícitas em textos curtos como piadas, e que 34% escrevem de forma incipiente ou sem elementos de articulação entre fragmentos do texto. Essa situação tem efeito cascata sobre a aprendizagem e é um dos motivos para a chamada distorção idade-série, quando o aluno tem dois ou mais anos de atraso em relação à série em que deveria estar. No Brasil, cerca de 23% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental estão nessa situação.

O Instituto Ayrton Senna apoia, há mais de 20 anos, municípios e Estados que querem reduzir os índices de distorção idade-série e de estudantes ainda não alfabetizados após o 3º ano. Referência neste trabalho, os programas Se Liga e Acelera Brasil envolvem formação de professores, acompanhamento de aulas e de resultados, e já transformaram a vida de muitos estudantes, que conseguem recuperar os estudos na série correta para sua idade.

Projeto Terceiro ano

Reunindo toda a experiência desses anos, especialmente para propor práticas que revertam algumas das dificuldades de aprendizagem, o Instituto iniciou um novo projeto voltado para turmas regulares do 3º ano do Ensino Fundamental em redes públicas parceiras.

O objetivo é impedir que novos alunos entrem em defasagem e também ampliar as práticas de letramento, já que a alfabetização para o século 21 engloba o desenvolvimento de competências socioemocionais e cognitivas, o pensamento científico, computacional, entre outras habilidades. Para isso, não é preciso aumentar a carga de conteúdos trabalhados com as crianças, além dos já obrigatórios por lei, mas sim transformar a maneira como esse trabalho é realizado nas aulas.

Em 2016, as três redes de ensino que iniciaram este projeto –  Juazeiro (BA), Belo Jardim (PE) e Guaratinguetá (SP) – também recebem o Projeto Experimento, uma iniciativa da Fundação Siemens que pretende estimular o pensamento científico entre os estudantes. Com apoio do Instituto, os professores de algumas escolas dessas redes são capacitados para desenvolver atividades desafiadoras, despertando os alunos para curiosidade científica, formulação de perguntas e de hipóteses.

Ações de gestão para anos iniciais do ensino fundamental

Em relação aos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Instituto também oferece às secretarias parceiras um suporte de gestão para o alcance de quatro metas específicas do Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014:

·         Universalizar, até 2016, a Educação Infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade (Meta 1 do PNE)
·         Garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam os anos iniciais do ensino fundamental  na idade recomendada, até 2024 (Meta 2 do PNE)
·         Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do Ensino Fundamental (Meta 5 do PNE)
·         Reduzir a Distorção Idade-Série para 5%, fomentando a qualidade da educação básica, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem (Meta 7 do PNE)

Esse trabalho é realizado pelo Comitê Gestor, formado por representantes do Instituto, o(a) secretário(a) de Educação e profissionais da secretaria, e viabiliza, de forma colaborativa, uma sistemática de acompanhamento e análise de dados referente a essas metas do PNE.

O Instituto oferece, para isso, dois modelos de registro: um para consolidar os dados de todas as turmas sobre leitura, escrita, frequência e realização de tarefas; outro para o município analisar as curvas que deveria realizar para atingir as metas do PNE observadas na parceria até 2021 (ano para cumprimento de metas acompanhado pelo movimento Todos Pela Educação).