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publicado em 13.04.2017 ÀS 12:33

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Competências socioemocionais podem ajudar a reduzir desigualdades

13 de abril de 2017

Português, matemática, ciências. Uma formação sólida nessas disciplinas certamente é importante para o futuro desempenho acadêmico e profissional. No entanto, existem habilidades que, apesar de não serem contempladas pelo currículo‐padrão, são fundamentais para formar adultos autônomos e atuantes na sociedade: as competências socioemocionais, que abrangem aspectos tão complexos como responsabilidade, pensamento crítico, colaboração, abertura para o novo e capacidade de resolver problemas e de gerir emoções. Investir no desenvolvimento dessas competências na escola pode ter efeitos econômicos e sociais de longo prazo. É o que sugere um estudo conjunto entre o Instituto Ayrton Senna, Instituto Paulo Montenegro, Ação Educativa e Rede Conhecimento Social, que relaciona índices de alfabetismo e competências socioemocionais em adultos brasileiros. O estudo usou dados coletados em 2015 pelo Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (Inaf), que mensura o nível de alfabetismo funcional da população brasileira entre 15 e 64 anos por meio de entrevistas pessoais e da aplicação de um teste cognitivo em uma amostra representativa dessa população. Nesse ano, a pesquisa foi reestruturada de maneira a trazer informações que permitam compreender também a relação entre o alfabetismo funcional e diversas dimensões da vida: mundo do trabalho, educação financeira, letramento no contexto digital e competências socioemocionais na vida adulta (especificamente, abertura ao novo, autogestão e autoconceito).

A pesquisa mostra que a maior parte da população adulta que participou do estudo tende aos níveis de escolaridade e de alfabetismo funcional de seus pais. No entanto, há também uma parcela significativa de 21% dessa população que consegue obter altos níveis de realizações (indicados por alfabetismo, escolaridade e renda), a despeito das condições familiares. Essa parcela se caracteriza também por uma maior pontuação nas três competências socioemocionais pesquisadas. "Isso indica que o nível socioemocional pode aumentar a capacidade de realização de quem tem uma origem desfavorável e precisa superar mais barreiras", diz Ricardo Paes de Barros, economista‐chefe do Instituto Ayrton Senna e professor no Insper. O relatório Estudo especial sobre alfabetismo e competências socioemocionais na população adulta brasileira está disponível para consulta no site do Instituto Ayrton Senna.

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