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jovens se destacam com letramento em programação nas escolas de Itatiba
Jovens se destacam com Letramento em Programação nas escolas de Itatiba

09 de dezembro de 2016

O uso da tecnologia para engajar os estudantes com a aprendizagem revelou talentos entre alunos da rede municipal de Itatiba, no interior de São Paulo. Nesta quinta-feira (8), mais de 70 crianças e jovens participaram de um evento organizado na cidade pelo Instituto Ayrton Senna, Secretaria de Educação e Universidade São Francisco (USF); oito projetos foram premiados por um júri de especialistas em programação.

“Vimos hoje muita criatividade e capacidade de resolução de problemas que os alunos mostraram ao usar a programação. A intenção foi valorizar todas as aprendizagens que eles tiveram ao longo do ano”, afirmou o coordenador do projeto, Adelmo Eloy.

O evento premiou grupos que se destacaram nas categorias: Revelação, roteiro, interatividade, efeitos visuais e sonoros, direção e melhor construção de aplicativos. Todos os participantes foram homenageados, assim como professores e monitores que integram a equipe responsável pela iniciativa no município.

Por fim, também foi premiado o grupo que demonstrou mais habilidades na apresentação do projeto na mostra Tech Oscar, que aconteceu durante a tarde, no laboratório de informática da USF. Na mostra, os estudantes que participaram do projeto de Letramento em Programação do Instituto Ayrton Senna no município, apresentaram suas produções a professores, famílias, equipes da USF, do Instituto e da Secretaria de Educação de Itatiba, além do grupo de jurados.

“Me surpreendi com a habilidade dos alunos para utilizar os códigos da programação e criar propostas a partir do conhecimento que receberam nas aulas. É muito importante ter momentos como esse, em que os estudantes compartilham as aprendizagens que tiveram e podem imaginar novos futuros a partir disso”, afirmou o jurado Pedro Góes, empreendedor e especialista em programação.

Durante a tarde, os alunos, que cursam do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental no município, explicaram ao público os objetivos de seus projetos. De jogos e aplicativos, as produções envolviam graus variados de dificuldade e foram todas realizadas durante as aulas de Letramento em Programação. Cada grupo escolheu seu tema e criou estratégias para superar desafios encontrados durante a criação.

Este foi o segundo ano de premiação do projeto em Itatiba, mas o primeiro em que participaram alunos de três módulos do Letramento em Programação. No primeiro módulo, os estudantes que iniciaram as atividades em 2016 e receberam noções básicas de programação. No segundo, os estudantes já passaram por um ano e meio de projeto e começam a desenvolver projetos como histórias com narrativa e animação, ou jogos com interatividade. No terceiro módulo, alunos que participam há dois anos recebem também noções iniciais de empreendedorismo e podem criar aplicativos que busquem resolver dificuldades na escola ou em sua comunidade.

SOBRE O LETRAMENTO EM PROGRAMAÇÃO

Programar é a ação de comunicação entre usuário e máquina, por meio de uma linguagem própria, os códigos. Desde 2015, o Instituto Ayrton Senna desenvolve o projeto de Letramento em Programação, que teve início em Itatiba (SP), tendo também a USF como parceira.

O principal objetivo da iniciativa é aproximar os estudantes de conceitos e práticas de pensamento computacional, por meio de atividades adequadas para cada faixa etária e possíveis de serem realizadas nas escolas. Diferentemente do ensino técnico, esse uso da tecnologia não visa necessariamente formar profissionais, mas sim oferecer uma formação que conecta o aprendizado escolar à vida dos jovens, e possibilita o desenvolvimento de competências como raciocínio lógico, pensamento crítico, comunicação, entre outras.

Após participar de formações com equipes do Instituto Ayrton Senna, os professores das redes públicas de ensino que participam do projeto desenvolvem as atividades nas escolas, no contraturno dos alunos que aderem à proposta, que é opcional. A formação e as atividades de acompanhamento que acontecem durante o ano apresentam conceitos e ferramentas que são usadas para as aulas, e sugere novas práticas pedagógicas para que professores sejam mediadores da aprendizagem.

Em 2016, o projeto foi implementado em três municípios do Rio Grande do Sul. Passo Fundo, Sananduva e Marau capacitaram educadores e realizaram as aulas, em parceria também com a Escola de Sistemas de Informação e Ciência da Computação da IMED, instituição de ensino superior que faz pesquisas na área.

 

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