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Letramento em programação

04 de agosto de 2015


Com o objetivo de trazer inovação para a sala de aula das escolas públicas brasileiras e de ajudar a formar alunos mais criativos, colaborativos, com capacidade de resolver problemas e desenvolver pensamento sistêmico, o Instituto Ayrton Senna começou a desenvolver em março de 2015 o projeto Letramento em Programação, que terminou sua fase piloto no final deste mês de junho.

O programa piloto, que começou em Itatiba, interior de São Paulo, com foco nos alunos do Ensino Fundamental II, de 6º a 9º ano, colocou em prática uma nova forma de apresentar conceitos básicos de lógica de programação de computadores para crianças e jovens, usando ferramentas adequadas para a idade delas.  O projeto foi desenvolvido em seis escolas, impactando cerca de 90 alunos, que tem 3 horas/aula semanais de Letramento em Programação durante o contraturno. O plano contém 30 aulas, baseadas no material do Programaê!, da Fundação Lemann.

“Queremos desenvolver a capacidade de resolução de problemas, de criatividade e trabalho em grupo. A programação é forma de como a gente pode fazer isso. Usando o computador da melhor forma possível para desenvolver habilidade que estarão em todas as esferas da vida das pessoas”, afirmou Eduardo Silva, analista de projetos do Instituto Ayrton Senna, que está conduzindo o projeto de Letramento em Programação.

São 18 profissionais da Secretaria de Educação de Itatiba envolvidos no projeto, entre professores de diversas disciplinas, coordenadores e monitores, que são especialistas graduados na área de computação. A docente Valéria Gozeloto leciona Matemática na escola municipal Chico Peroba, em Itatiba (SP), e foi convidada a ministrar as aulas de letramento, com o apoio de um monitor.

“Com o decorrer do projeto, pude perceber como nós somos adaptáveis e como precisamos, realmente, sair da zona de conforto para que nosso trabalho seja reconhecido, para que nós nos tornemos pessoas mais interessantes e que possamos agregar valor à vida dos nossos alunos. Foi um desafio, sim, porque não é um assunto muito comum no meu dia a dia, entretanto, li todos os planos de aula, procurei me informar a respeito do tema para passar com coerência para os meus alunos, e também deixar em um linguajar um pouco mais acessível para o entendimento deles pudesse se concretizado, saindo um pouco também dos termos muito teóricos e pude exemplificar de uma maneira mais lúdica, mais didática, mais acessível para eles”, contou a professora.

Valéria ressaltou ainda a importância de passar por uma formação antes e durante o projeto. “Sem um norte não conseguiríamos chegar a lugar nenhum, muito menos cumprir com os objetivos propostos pelo projeto. Então, a formação é extremamente enriquecedora, todos os nossos encontros foram muito importantes, porque lá nós destacamos os pontos principais e lá nós pudemos, com os outros professores da rede, compartilhar das nossas experiências e das nossas dificuldades também”, afirmou. “Um professor nunca pode achar que está completo. A cada dia é um novo desafio. A sala de aula nos permite isso, a cada dia surgem novas situações. Então, quando você tem essa formação contínua, você se recicla também. Você renova seus pensamentos, os seus olhares perante a educação. Então o projeto, muito mais do que uma iniciativa, vai agregar valor na vida profissional do professor”, finalizou.

O Letramento em Programação agradou os alunos e trouxe um pouco do século 21 para dentro da sala de aula, despertando interesse e curiosidade da turma. Alguns deles querem fazer parte de um segundo módulo do projeto e já se ofereceram para serem possíveis monitores de turmas futuras. “Eu olhei pra escola de um jeito diferente, porque pra mim, no ano passado, a escola era uma coisa chata, que eu vinha por que minha mãe mandava. Hoje, eu penso de um jeito bem diferente. Agora é um lugar onde eu converso com os meus amigos e aprendo coisas me divertindo ao mesmo tempo”, contou Gabriel Martins, 11 anos, da escola Chico Peroba.

“Como eu gostei bastante do letramento, eu me ofereci para, no próximo semestre, se tiver o Letramento de novo, poder ajudar os alunos que tem dificuldade. Eu acho que vai ser uma experiência muito legal também, além do letramento, poder ajudar as crianças que estão com dificuldade”, completou a aluna Emily Reis, 11, que faz parte do projeto também na EMEF Chico Peroba.

O projeto seguirá acontecendo em cinco escolas de Itatiba, com o mesmo módulo inicial aplicado durante o primeiro semestre. Para os alunos que já completaram este módulo, está sendo organizado um semestre em que não terão aulas de programação, mas vão trabalhar em um projeto usando os conceitos que aprenderam durante as aulas, além de alguns workshops especiais e premiações.

O Instituto Ayrton Senna se dedica também a desenvolver um piloto de avaliação do pensamento computacional e uma avaliação para medir as habilidades desenvolvidas pelos alunos. Além disso, estuda-se a possibilidade de expandir o projeto para outras cidades ou estados.

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