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Rede de cientistas lança publicações para incentivar diálogo entre academia e sala de aula
Rede de cientistas lança publicações para incentivar diálogo entre academia e sala de aula

13 de dezembro de 2016

Para contribuir e ampliar o diálogo entre a pesquisa científica e as escolas brasileiras, a Rede Nacional de Ciência para Educação (Rede CpE) lançou na sexta-feira (9) quatro documentos temáticos com diretrizes sobre educação embasadas em dados científicos. O lançamento oficial do material aconteceu no I Encontro Nacional de Cientistas e Educadores, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Os documentos foram produzidos ao longo de 2016 por cientistas membros da Rede CpE após séries de encontros e discussões e revisam bases científicas de temas relevantes para a educação, para os quais a pesquisa científica pode contribuir de modo significante. Os quatro documentos trazem tópicos sobre o que ainda precisa ser pesquisado pela ciência e o que, com base nas evidências existentes, já poderia ser incorporado em políticas públicas educacionais.

De acordo com a Rede CpE, a busca por mais ciência na educação não pretende substituir as indispensáveis medidas de política pública já identificadas, como a melhoria das condições de trabalho e atendimento nas escolas. Nesse sentido, a Rede afirma que a ciência poderá trazer novos conceitos, produtos e procedimentos educacionais, proporcionando um impulso mais acentuado na aprendizagem.

Segundo o coordenador da Rede CpE e neurocientista Roberto Lent, a prática já é constante na área da saúde e nas engenharias, onde a contribuição da ciência aliada à prática se faz mais acentuada. “Nosso trabalho busca interação semelhante com a educação. Por ser um campo de pesquisa vasto, optamos por priorizar inicialmente quatro temas principais nos quais há um grande número de evidências que já podem ser usadas para repensar a dinâmica escolar”.

As áreas de pesquisa foram escolhidas pela Rede a partir do diálogo com seus membros e os dados de cada uma delas foram apresentados de maneira clara e objetiva. Os textos trazem indicações que podem contribuir para identificar frentes de pesquisa e práticas pedagógicas que possam fortalecer o contexto educativo. A seguir, confira mais detalhes de cada publicação e acesse o link para download.

 

Organizada por um grupo de oito pesquisadores de seis instituições nacionais, a publicação traz referências de pesquisas atuais mostrando a importância dos fatores fisiológicos como sono, alimentação e prática de atividade física para o bom desempenho escolar. Dentre as indicações para políticas públicas nesse sentido, o texto recomenda prover um sistema escolar que ofereça condições adequadas e saudáveis de alimentação, práticas esportivas e descanso para estudantes do ensino básico.

Desenvolver estratégias de aprendizagem que levem o aluno a expandir seu aprendizado de maneira que faça sentido em sua vida é, há muito, uma urgência na educação. Com base nas evidências mais recentes, este documento mostra como já é possível, tanto no nível analógico quanto digital, proporcionar aos alunos espaço para que reflitam sobre sua aprendizagem e avancem em todas as áreas. A publicação foi escrita por quatro cientistas brasileiros e sugerem caminhos que abrangem a formação docente e o currículo escolar.

Um grupo de trabalho formado por cientistas de quatro universidades brasileiras mostra os aspectos conflituosos no que diz respeito à educação de estudantes com deficiência intelectual, deficiência física, transtornos globais do desenvolvimento, deficiências sensoriais/perceptuais e alunos superdotados. O texto traz sugestões de pesquisa para cada uma das áreas e aponta políticas públicas para proporcionar educação de qualidade para estudantes deficientes, surdos e superdotados.

Escrito por três pesquisadoras da área de alfabetização, este documento reflete sobre a necessidade de basear práticas de letramento e didática com base em evidências que já mostraram resultados positivos. O material destaca sobretudo o incentivo ao desenvolvimento da linguagem em crianças até os três anos de idade, período crítico para o desenvolvimento neurológico. Com enfoque na Ciência da Leitura, elas mostram habilidades a serem desenvolvidas ainda nessa fase, especialmente em crianças em situação de vulnerabilidade social.

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