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REMS - encontro USP
Rede de Esporte pela Mudança Social completa dez anos de atuação

07 de março de 2017

A equipe do Instituto Ayrton Senna participou, nos dias 15 e 16 de fevereiro, do XIX Encontro de Membros da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), realizado no Centro de Práticas Esportivas da USP (PRODHE), em São Paulo. O encontro marcou o início das atividades em comemoração aos dez anos de fundação do grupo. Criado em 2007, a REMS reúne membros de 81 organizações não governamentais que trabalham com práticas esportivas associadas a aspectos como educação, igualdade de gêneros, desenvolvimento econômico, entre outros, com objetivo de fortalecer o esporte como instrumento de desenvolvimento integral do ser humano.

O Instituto Ayrton Senna participa da REMS desde sua criação, tendo sido um apoiador na sistematização e disseminação de práticas pedagógicas para o esporte, que se tornou um dos pilares da rede. Dentre os temas discutidos no encontro, foram traçadas metas para ações futuras, visando a expansão das atividades em diferentes regiões do país. “Encontros como esse são uma oportunidade de conhecer melhor atuação das organizações de diferentes regiões e possibilitam a chance de pensar em uma rede de esportes pela mudança social que celebre dez anos de existência já pensando nos próximos dez anos”, afirmou William F B de Oliveira, diretor executivo do Instituto Barrichello, organização que este ano passou a ser responsável pela secretaria executiva da REMS.

Como parte das ações de dez anos, a rede vai promover em agosto uma semana de ações regionais pelo país encabeçadas pelas organizações membro. “Vamos ainda aproveitar a data para colocar em debate os impactos dos Jogos Olímpicos e o que foi feito após um ano desse grande evento”, destacou Oliveira. “Queremos fortalecer nosso papel enquanto organização do setor de esporte para o desenvolvimento humano. A REMS vem produzindo metodologias estruturadas que atingiram capilaridade no país e, nesse sentido, queremos compartilhar esses materiais, principalmente fora do eixo Sudeste, e promover troca de conhecimento não apenas entre os membros da rede, mas também com o setor público e com outras organizações sociais”.

Para Alessandro Henrique, representante do Ajax, do Distrito Federal, ações de regionalização como essa contribuem para oferecer, por meio dos esportes, oportunidades para reduzir as desigualdades. “É importante ter visibilidade como grupo. Como organização, sou apenas uma célula, já na rede temos mais força para representar pessoas que precisam da nossa atuação”.  Segundo Oliveira, isso acontece porque a rede tem ganhado mais espaço como agente político na defesa do esporte voltado para a inclusão social. “Atuamos apontando caminhos para avaliar impactos, mecanismos de monitoramento, de como ter impacto da vida das famílias, como olhar para os grupos ainda não representados por terem pouco espaço de voz, para avançarem na mudança social. Com a expansão da rede, cada vez mais outras organizações poderão ser impactadas e, com isso, melhorar o atendimento de crianças e jovens”.

Esportes a serviço da humanidade

Durante o encontro da Rede, o Instituto Ayrton Senna apresentou um relato sobre a participação, em outubro de 2016, na 1ª Conferência Global ‘Esporte a serviço da humanidade’ no Vaticano. O evento colocou luz sobre a necessidade de investir em ações relacionadas aos esportes que promovam o desenvolvimento integral do ser humano.

O encontro contou com mais de sete mil representantes, entre membros da Organização das Nações Unidas, Comitê Olímpico Internacional, esportistas, representantes dos setores público e privado, e organizações do terceiro setor, dentre outros. Neste ano, o Vaticano publicou um documento apresentando as conclusões do encontro e referências para os diversos setores atuarem na promoção de atividades que coloquem o esporte como parte de um desenvolvimento integral e mecanismo e inclusão.

Confira o documento na íntegra (em inglês).

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