Não há dúvida de que a situação educacional brasileira só vai melhorar se formularmos políticas públicas comprometidas com o enfrentamento de seus principais desafios. E, no Brasil, eles são muitos. Diante da complexidade do nosso sistema educacional descentralizado, não temos um problema único. Cidades e estados brasileiros enfrentam dificuldades de todos os tipos em suas escolas.

Administrando recursos escassos – sejam financeiros, humanos ou materiais –, o gestor público precisa escolher a melhor forma de resolver os problemas mais graves e garantir à sociedade que suas escolhas e propostas de solução alcançarão os resultados esperados. 

Para embasar, checar e validar decisões de política pública, gestores do Brasil e do mundo vêm recorrendo cada vez mais ao uso de evidências científicas ou empíricas.

Alinhado a essa tendência, o Instituto Ayrton Senna organizou um conjunto grande de evidências científicas geradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cada uma das 27 secretarias de Educação do país está sendo oferecido um diagnóstico personalizado para observar com precisão a situação educacional do estado.

Com isso, os gestores terão mais informação para destacar os problemas mais importantes, entender como vêm evoluindo, estabelecer metas factíveis de serem alcançadas; e, finalmente, identificar onde será preciso centrar mais esforços e mais recursos para alcançar melhores resultados educacionais.

O material também será de grande valia àqueles que desejam adquirir mais conhecimento sobre a realidade educacional do país. Somente inteirando-se da situação concreta de seus estados será possível cobrar melhorias e resultados de seus governantes.

Este Diagnóstico, aqui resumido, é um passo importante na direção de uma gestão educacional com base em evidências – uma ferramenta potente e assertiva no enfrentamento dos problemas sociais brasileiros.

Foto: Ivan Franchet

Autor do diagnóstico

Ricardo Paes de Barros é economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor da Cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper, onde ele se dedica ao uso de evidência científica para identificação de grandes desafios nacionais e para a formulação e avaliação de políticas públicas. PB, como é conhecido, é graduado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com mestrado em Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e doutorado em Economia pela Universidade de Chicago. Possui pós-doutorado pelo Centro de Pesquisa em Economia da Universidade de Chicago e pelo Centro de Crescimento Econômico da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. O economista se tornou referência internacional em pesquisas sobre educação, desigualdade social, pobreza, mercado de trabalho no Brasil e na América Latina.

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