Rede Nacional de Ciência para a Educação

A iniciativa

O caminho para a Educação para o Século 21 passa pela promoção de políticas e práticas educacionais com base em evidências. Por isso, o Instituto faz a ponte entre cientistas de diversas áreas, professores e gestores para que, juntos, desenvolvam pesquisas aplicadas e gerem conhecimento científico capaz de inovar a educação. Uma das iniciativas nesse sentido é o apoio à Rede Nacional de Ciência pela Educação (CpE), que reúne 88 grupos de pesquisa ao redor do Brasil sob a coordenação do neurocientista Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Como funciona

A missão da Rede é fazer a ponte entre as ciências e a educação. Para isso, realiza ações para identificar e conectar grupos de pesquisa cujos trabalhos possam de alguma forma contribuir para a educação; aproximar pesquisadores, educadores e gestores para discutir o campo da ciência para educação; estimular e conduzir pesquisas sobre aprendizado e ensino; e promover a experimentação de práticas e políticas com potencial de promover a educação de qualidade com equidade para o século 21. Desde a criação da Rede, o Instituto é parceiro e membro do seu Conselho de Administração.  

Resultados

Criada em novembro de 2014, a Rede reúne atualmente 88 grupos de pesquisa nas principais universidades do País. Além da intensa produção científica dos seus membros, a Rede realizou um Censo de pesquisadores no Brasil que conduzem trabalhos relacionados ou aplicáveis à educação e disponibilizou as informações na Plataforma CpE , uma ferramenta online e gratuita de busca. Desde 2014, a Rede também realizou diversos encontros de cientistas e educadores e produziu documentos-síntese que revisam as bases científicas de temas relevantes para a educação.

Saiba Mais

A Rede CpE é feita para cientistas, educadores, jornalistas e gestores públicos e visa incentivar o diálogo entre a pesquisa acadêmica e as aplicações no campo da educação.

A motivação para a iniciativa da Rede CpE vem do reconhecimento de que a associação entre a comunidade científica e outros setores sociais abre espaço para se criar alternativas às atuais demandas da educação e gerar benefícios para o cotidiano escolar, facilitando a aprendizagem de crianças e jovens. A comunidade científica é parte essencial da tentativa de reverter o atraso educacional do país e promover a educação integral de todos. Apesar disso, o que se vê hoje é que ainda há pouca integração do conhecimento gerado entre as diferentes disciplinas e áreas do conhecimento e também são raras as oportunidades para que pesquisadores e gestores possam discutir conjuntamente os desafios da Educação Básica e articular o desenvolvimento de práticas educacionais mais eficazes. Como resposta a esses desafios, a Rede CpE estimula a criação de articulações estratégicas entre os diferentes atores envolvidos e de plataformas comuns de conceituação e comunicação científica entre diferentes disciplinas, que serão articuladas a partir de uma base de dados sobre os grupos de pesquisa em atividade por todo o País. Dessa forma, pesquisadores se colocam abertos para ouvir as necessidades das redes de ensino e para participarem de espaços de diálogo, compartilhando de forma acessível suas descobertas. O resultado é um trabalho feito de forma abrangente e diversificada, mas sempre com foco em conhecimentos que possam ser desenvolvidos nas redes públicas de ensino. Por se tratar de uma via de mão dupla, o trabalho da Rede CpE não pretende substituir os conhecimentos já acumulados, muito menos reduzir a função de educadores. Ao contrário, a intenção é fortalecer as bases para ampliar o potencial de ação e o papel de professores, coordenadores e diretores.

Quem faz

A Rede CpE foi criada por um grupo de pesquisadores comprometidos com a educação, com o apoio inicial do Instituto Ayrton Senna, que participa do seu Conselho, da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. Atualmente, a Rede é composta por 88 grupos de pesquisa sólidos, reconhecidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com produção científica aplicável à educação. A partir do Censo de pesquisadores, a Rede CpE busca identificar novos grupos para integrar o rol de pesquisadores.

Conheça os membros fundadores e grupos de pesquisa vinculados à Rede CpE.

Principais resultados

Censo Nacional de Ciência para Educação

O primeiro projeto da Rede CpE foi a realização de um levantamento de todos os pesquisadores doutores atuantes no Brasil, de qualquer área da ciência, cujas linhas pesquisa tenham aplicação ou alguma interface com a educação. O projeto tem por objetivo principal mapear os grupos de pesquisa com potencial em ciência para educação e então convidar esses pesquisadores a integrar a Rede CpE.

O censo foi desenvolvido pela pesquisadora da Rede CpE Daniele Botaro em parceria com o cientista da computação Jesus Mena-Chaco, da Universidade Federal do ABC. A busca pelos grupos de pesquisa se deu a partir da identificação de pesquisadores doutores líderes em suas áreas, o que foi feito por meio de uma análise dos currículos disponíveis na Plataforma Lattes e no Banco de Teses e Dissertações da CAPES. A primeira procura, baseada em 250 palavras-chaves ligadas à educação e à ciência, gerou um grupo inicial 102 mil perfis de pesquisadores. A este grupo foram aplicados filtros para refinar os resultados. Clique aqui para acessar o Censo.

Plataforma CpE

Com o intuito de aproximar investigadores e fomentar estudos que possam contribuir de alguma forma com o campo da educação, a Plataforma CpE é uma ferramenta digital de busca e visualização de dados sobre os pesquisadores atuantes no Brasil, de qualquer área, cujas linhas de pesquisa tenham aplicação ou alguma interface com a aprendizagem e o ensino.

A ferramenta, disponibilizada gratuitamente no site da Rede CpE, permite localizar pesquisadores individualmente ou grupos de pesquisa, oferecendo informações como temas de pesquisa, área do conhecimento, coeficiente de produtividade e grau de colaboração entre eles, ou seja, com quem cada um dialoga em termos de pesquisas. Os dados vêm diretamente dos acervos da Plataforma Lattes e do Banco de Teses e Dissertações da CAPES, que contam com mais de 5 milhões de perfis acadêmicos cadastrados. A criação da plataforma foi fruto de mais de um projeto de pesquisa de mais de um ano que mapeou esses perfis, constituindo um Censo Nacional de Ciência para Educação.

Documentos

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