Como criar um clima escolar acolhedor, aberto ao diálogo e à participação democrática?

A promoção desse clima é importante principalmente na construção do Projeto Político Pedagógico, o documento orientador da organização da escola.



Já falamos aqui sobre o papel do gestor escolar e a importância desse profissional para uma educação de qualidade.

O gestor escolar é o profissional responsável por criar um clima escolar acolhedor, aberto ao diálogo e à participação democrática de todos, isso é importante sobretudo na construção do Projeto Político Pedagógico (PPP), que é o documento onde se registra de fato o currículo da escola.

Para criar este clima, deve-se recorrer às ferramentas e técnicas de gestão, as principais são: análises individuais e coletivas do desempenho dos alunos, reuniões semanais para a discussão de pautas que devem incluir as necessidades de aprendizagem dos aluno, demandas dos professores, movimentação dos alunos, assuntos a serem levados ao conselho escolar, planejamento e acompanhamento da execução dos projetos em desenvolvimento na escola, condução das reuniões de pais, processos de comunicação interna e externa etc.

Algo muito importante nesse processo é o registro sistemático dessas pautas, incluindo problemas e soluções encontradas para produzir um conhecimento que servirá de referências para outras equipes que virãoou mesmo para compartilhar essas práticas com outras escolas da rede de ensino.

Mesmo um currículo de qualidade não terá êxito se as equipes escolares, e das Secretarias de Educação, não contarem com profissionais que conheçam, saibam escolher e utilizar metodologias  adequadas às necessidades dos alunos. A qualidade da formação profissional é determinante para a construção e execução de propostas curriculares e pedagógicas que atendam às demandas locais.

O que muda uma realidade é um plano local, bem fundamentado, com metas claras, responsabilidades combinadas, monitoradas. Cada escola, cada professor, cada diretor e secretário de educação precisa conhecer muito bem o perfil de atendimento da rede, para liderar a intervenção mais adequada a ela.

Para uma política atingir bons resultados, no entanto, não basta ter um bom currículo e professores bem formados; é preciso que se instale uma cultura gerencial e de monitoramento, com destaque para as avaliações de processo, cujas informações permitirão ao gestor tomar as melhores decisões em todos os momentos.

O essencial, então, para que a política dê certo, é mapear a realidade educacional da cidade e do estado. A avaliação, formal ou informal, é uma das mais importantes ferramentas que ajuda o gestor a definir rumos, rever metas e indicadores, e tomar iniciativas para a correção de percurso.


Portanto, uma boa gestão requer:

  • Diagnóstico da realidade educacional;

  • Elaboração de planejamentos realistas segundo o diagnóstico;

  • Gerenciamento do processo com acompanhamento sistemático e avaliações de processo e de resultados, pois somente com informações será possível dimensionar e otimizar os recursos necessários e disponíveis para garantir as metas previstas;

  • Tomadas de decisão rápidas e eficazes com base em informações fidedignas durante o processo.


Dessa forma, é inerente à gestão o estabelecimento do ciclo que pode ser chamado de virtuoso:

 

 

ciclo para gestão
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Cabe, então, às redes de ensino, às escolas e aos educadores incorporarem em seu fazer ferramentas gerenciais e processos gestores, de forma a intervir e transformar essa realidade.

 

 

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